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25 de agosto de 2016

Pense naquele feriadão em que você se programa para viajar com a família. Antes de colocar o pé na estrada, já sabe que terá de tomar várias decisões: onde abastecer o carro, onde comprar a merenda das crianças, fazer a paradinha para o café? A geolocalização é uma mão na roda nessa hora. Bateu vontade de comer um hambúrguer? Com uma simples busca, na tela do seu celular aparecem as melhores opções de lanchonetes no pedaço.

Agora mude o ponto de vista: você é o anunciante. Onde está meu consumidor e como atraí-lo para o meu serviço? A resposta é a mesma: analisar os dados de geolocalização pode ser um cuidado bastante significativo tanto para uma viagem inesquecível quanto para uma campanha bem-sucedida. Se o que ofereço são postos de gasolina com loja de conveniência, café e pão de queijo quentinho, por que não seduzir esse consumidor no momento em que ele se locomove? É exatamente que o Waze quer transmitir ao mercado publicitário no momento em que abre suas operações no Brasil.

A iniciativa tem alguns fundamentos importantes. O Brasil detém uma das maiores redes de motoristas do mundo e é um dos maiores mercados da empresa, com 3 milhões de wazers somente na Grande São Paulo, dirigindo mais de 400 milhões de quilômetros com o aplicativo por mês. No Rio de Janeiro, estima-se mais de 800 mil motoristas ativos mensalmente. Esses números levaram o Waze a se tornar o sexto aplicativo em tempo de uso no país em 2015 (e praticamente o único marcado pela geolocalização), segundo o relatório anual do App Annie.

Mas que vantagens o Waze pode oferecer ao mercado publicitário brasileiro? Segundo André Loureiro, diretor-geral de publicidade da empresa, elas começam pelo recurso de conhecer com profundidade o comportamento de milhões de consumidores ou potenciais clientes. Isso não é pouco num país com 42 milhões de motoristas.



É importante lembrar que o brasileiro vê seu celular em média 86 vezes ao dia, segundo a pesquisa Micro-Momentos, do Google. E o Waze está presente em pelo menos três momentos durante esse período: de manhã, quando ainda estabelece sua agenda; no intervalo para o almoço, quando também se desloca; e na hora de voltar para casa. São momentos em que essa pessoa está propensa a tomar decisões, seja de trajeto ou de consumo.

Em sua proposta para o mercado brasileiro, o Waze promete ainda maior sinergia com o Google, ampliar o número de parcerias estratégicas que se beneficiem dos insights oferecidos pelo aplicativo, uma agenda local de produtos, preços e faturamento no país. Mas, para os executivos do Waze, não se trata apenas de geolocalização. Há um contexto que torna o aplicativo único: "O Waze não se encaixa em nenhuma característica de mídia, trata-se de um novo canal", diz Loureiro. Ele é a conexão mais próxima do ponto de venda com o consumidor. "O GPS como proposta de serviço ao usuário pode estar disponível em qualquer outro aplicativo. Como experiência nativa, nós entregamos o contexto, que tem muito mais valor".

Mark Edward Campos, responsável pela estratégia global de produto do Waze, ressalta o crescimento do mobile frente a outras mídias. No ano passado, o segmento representou 22,7% dos investimentos nessa área e este ano deve atingir 28,8%, segundo a eMarketer. Esse crescimento mostra a importância cada vez maior de se comunicar com o público que está próximo ao seu serviço, justamente no momento em que toma decisões de consumo.

>> Precisa de um atalho?
  1. O uso da geolocalização é uma ferramenta que garante resultados significativos para uma campanha digital.
  2. O Waze, aplicativo baseado na geolocalização, é usado por 3 milhões de motoristas em São Paulo e mais de 800 mil no Rio de Janeiro.
  3. Aplicativos que usam geolocalização são a conexão mais próxima entre o ponto de venda e o consumidor.


Jornalista com experiência em grandes jornais, como Estadão e O Globo, mídia especializada da área de tecnologia e atualmente sócia-proprietária do Inovação nas Empresas, que tem a proposta de discutir a transformação digital no mundo empresarial. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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