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3 de outubro de 2016

As Olimpíadas de 2016 foram uma prova clara de como o perfil do consumidor mudou rapidamente em relação ao uso dos dispositivos móveis. O tráfego de dados durante a festa de abertura dos jogos no Rio dobrou em relação à final da Copa do Mundo de 2014. De acordo com a Anatel, houve uma média de 36 fotos enviadas/recebidas por espectador num período de quatro horas, enquanto na final da Copa o número foi de 18 fotos. Esse é apenas um dos dados que comprovam o crescimento da conectividade móvel no Brasil e no mundo.


A previsão é de que, até 2020, o consumo de dados seja cinco vezes maior do que em 2015. Estimativas indicam que, até lá, 81% da população seja assinante de internet móvel no Brasil, segundo a 17ª Pesquisa Global Entertainment & Media Outlook da PWC. Direcionar investimentos mais robustos em ações que considerem este meio não será uma aposta vazia, sobretudo em virtude da geração Z, nascida a partir da década de 90, também conhecida como Centennials. A letra "z" vem de "zapear", hábito que define os hábitos de consumo e entretenimento dessa geração, um público digital por natureza. Estas pessoas estão na raiz da necessidade de mudança no relacionamento das marcas com o consumidor.

Uma das tendências que começam a se intensificar no Brasil são as campanhas baseadas na geolocalização do usuário. As empresas que já aplicam essa tecnologia saem à frente, já que por meio dela é possível impactar clientes de forma imediata e saber se determinado anúncio gerou uma visita física, por exemplo. Estudos como o da consultoria eMarketer indicam que campanhas por geolocalização provocam um número de visitas cerca de 2,5 vezes maior a lojas físicas.

Em linhas gerais, a geolocalização permite identificar a localização atual ou os locais mais frequentados por seu público-alvo, permitindo conhecer melhor seus hábitos de consumo e preferências e, com isso, aplicar uma segmentação muito mais precisa. Um bom exemplo é o case do sorvete Magnum, da Unilever, premiado no Smarties, da MMA (Mobile Marketing Association). A empresa realizou uma campanha de rich media baseada em geolocalização, na qual os consumidores personalizavam os seus sorvetes por meio dos smartphones e, depois, retirá-los na loja Magnum mais próxima. Uma ação 100% personalizada e segmentada.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) mostra que, no Brasil, já existem 168 milhões de smartphones em uso, dado que impacta diretamente as estratégias de marketing com o uso da geolocalização. Sobre as cifras em todo o mundo, a eMarketer estima que, até o final de 2016, o investimento com mobile marketing irá abocanhar em torno de 50% do mercado publicitário digital global, com mais de US$ 100 bilhões em investimentos. O montante vai superar, pela primeira vez, os gastos com a publicidade online no desktop. Considerando que oito em cada 10 profissionais de marketing do mundo, de acordo com a eMarketer, adotam a geolocalização em campanhas de publicidade móvel, estes números fazem todo sentido.

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  1. Aumento do acesso móvel no Brasil reflete mudança do perfil do consumidor.
  2. O Brasil já tem 168 milhões de smartphones em uso. Até 2020, estima-se que 81% da população brasileira será assinante de internet móvel.
  3. Aumento de campanhas por geolocalização aquece mercado de mobile marketing.


Elaine Gomes é jornalista e publicitária com especialização em Marketing. Tem experiência em vários ramos da Comunicação mas sua grande paixão é escrever. Dedica seu tempo à área de creative content e a contar boas histórias de pessoas e organizações. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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