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10 de outubro de 2016

O Pokémon Go é um fenômeno, uma mania, uma loucura. Quem já não topou, pelas ruas da cidade, com uma multidão de jovens de celular na mão? Num primeiro momento, você pode achar que se trata de uma manifestação política, da fila para uma balada concorrida ou que a Madonna resolveu aparecer para fazer selfies com a galera. Mas logo se dá conta: "Claro, são os caçadores Pokémons"! São mais de 100 milhões de downloads do aplicativo do jogo que caça monstrinhos no mundo, segundo o site TechCrunch, em matéria do começo de agosto. No Brasil, o Pokémon está em 3º lugar entre os jogos mais acessados por smartphone, conquistando mais de 5 milhões de usuários, de acordo com o levantamento da comScore. Nos Estados Unidos, é o 13º aplicativo móvel com mais usuários, alcançando 30% da população mobile no país.

Com tanta gente jogando, interagindo com um aplicativo que se baseia essencialmente em geolocalização, é natural que as questões relacionadas ao geomarketing venham à tona. E é completamente plausível dizer que o app representa uma nova vida – com muito mais oportunidades nessa área – para marcas e empresas de todos os tamanhos. Vejamos os motivos.

Ampliação da faixa etária – Os aplicativos de geolocalização tinham usuários de faixa etária mais alta, pessoas que já podiam dirigir e que usavam essas ferramentas, na maior parte dos casos, para se localizar nas cidades, indo de um compromisso para outro. Com Pokémon Go, isso mudou completamente. Um contingente de pessoas mais jovens passou a tomar contato diário e intenso com esse tipo de tecnologia. Resultado: usuários mais suscetíveis a interagir com essa mídia daqui para frente.

Pequenos negócios - Com o app, os pequenos empresários perceberam claramente o poder do geomarketing. A pizzaria L'inizio's, de Nova York, por exemplo, teve um crescimento de 30% em suas vendas assim que o jogo começou a atrair usuários para o seu pedaço e colocou, literalmente, o estabelecimento no mapa. Percebendo o que motivou o aumento de movimento, o gerente investiu em assets do game para chamar ainda mais gente. Para pequenos negócios, essa mudança de comportamento na frequência de clientes gera retornos muito nítidos. Muitos desses empreendedores já aprenderam que uma "bandeira virtual" cravada no mapa, na tela do celular, pode valer mais do que cartazes e panfletos. Além de ser muito mais responsável com o meio ambiente.

Hábito – O aplicativo criou em muitos dos seus jogadores o hábito de ficar com os olhos no celular e também no que está acontecendo no ambiente pelo qual estão passando. A realidade aumentada usada pelo jogo, que muita gente ainda não estava acostumada a usar, passou a ser corriqueira. Com isso, o uso de aplicativos que façam esse tipo de conexão entre real e virtual daqui para frente será muito mais natural. Do mesmo jeito que um jogador é avisado quando um Pokémon está por perto de onde está, será completamente normal ser avisado de uma oferta ou oportunidade oferecida por marcas em seu caminho.

Esses três pontos já são motivo mais do que suficiente para acender uma luz de atenção em quem ainda via Pokémon Go como "só um jogo" ou mesmo uma moda passageira. O frenesi pelo game pode passar (se não houver atualizações rapidamente, o interesse deve mesmo baixar), mas seus efeitos podem ser considerados definitivos.

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  1. Com tanta gente jogando Pokémon Go, um app baseado em geolocalização, é natural que questões relacionadas ao geomarketing venham à tona.
  2. O aplicativo passou a representar uma nova vida para marcas e empresas de todos os tamanhos.
  3. Os motivos disso estão relacionados à ampliação da faixa etária dos usuários de geolocalização, a percepção dos pequenos empresários sobre o poder do geomarketing e a mudança de hábito promovida pelo app.


Thiago Costa é jornalista e mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP e especialista em Marketing pela FAAP, onde atua na Faculdade de Comunicação e Marketing, como professor do curso de Publicidade e Propaganda e coordenador do curso de pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital. É sócio da agência EVCOM, trabalhando na comunicação entre pessoas e marcas desde 2004. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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