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19 de outubro de 2016

Não é de hoje que os games mantêm um espaço colossal na área de entretenimento. Agora, dentro desta indústria, é bom ficar atento para os mobile games, que estão ganhando uma importância cada vez maior e ocupando uma posição privilegiada no ranking de faturamento da área. Segundo um estudo da consultoria Newzoo, o mercado global de games vai atingir uma cifra de 99.6 bilhões de dólares no final desse ano, sendo que 37% desse número vem a receita gerada por mobile.

Tamanha magnitude de mercado não é por acaso. Os mobile games ocupam as telas de milhões (ou bilhões) de celulares, smartphones e tablets ao redor do mundo. Com tantos produtos lúdicos permeando o cotidiano destes usuários, surgem oportunidades estratégicas para se pensar publicidade dentro da interface destes games e algumas empresas estão inovando nos formatos para engajar jogadores em experiências de marcas, produtos e serviços. Vale lembrar que a publicidade móvel, de maneira geral, possui uma previsão de crescimento de 52% até o ano de 2018, segundo matéria do jornal O Globo.

É o caso da Zynga, estúdio responsável pelo icônico Farmville. A empresa entendeu que a publicidade que invade a tela do game, muitas vezes oferecendo conteúdo não relevante, pode ser pouco efetiva, inclusive atrapalhando a experiência do jogador. Pensando nisso, a empresa criou o Studio E, um departamento especializado em integrar marcas dentro dos seus games de maneira coerente. Mais do que simplesmente colocar um banner aleatório surgindo ao final de cada partida, o Studio E analisa e implementa minigames dentro do jogo principal. São games dentro de games que geram recompensas e elementos significativos para os players envolvidos na experiência. Na imagem a seguir, retirada do site Gamasutra, vemos como este tipo de publicidade se materializa na interface do game:




Chamados de "sponsored play ads" pela Zynga ou "gamified ads" pela imprensa especializada em informática, estes anúncios visam, inclusive, selecionar quais marcas, produtos e serviços dialogam com mais relevância com os players. Em vez de exibir uma imagem ou vídeo que o usuário pode fechar ou ignorar, a ideia é integrar missões patrocinadas por empresas dentro da narrativa do jogo.

A Gameloft, empresa francesa que possui uma base em território brasileiro, também aposta nesse modelo de negócio. Mais do que oferecer banners ou vídeos patrocinados no final de cada partida, o estúdio de games está desenvolvendo publicidade customizada para cada marca dentro da interface de seus games.

A publicidade integrada ao contexto do game torna-se conteúdo e, uma vez que é construída estrategicamente, pode engajar os players em uma experiência que integra entretenimento e marca.

>> Precisa de um atalho?
  1. Jogos para plataforma mobile já respondem por 37% do faturamento da indústria mundial de games.
  2. Tamanha relevância gera oportunidades de negócios e publicidade dentro da interface destes games.
  3. Os modelos de banners e vídeos ao final de cada partida estão sendo repensados por empresas como Zynga e Gameloft, que criaram departamentos especializados em integrar marcas, produtos e serviços dentro do ecossistema do jogo. Esta publicidade mais "natural" no ambiente do game visa engajar o jogador com a marca gerando uma experiência positiva.
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