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4 de novembro de 2016

De 10 a 20 de novembro de 2016 acontece em São Paulo mais uma edição do Salão Internacional do Automóvel. O evento reúne anualmente os maiores lançamentos e principais players da indústria automobilística numa experiência que congrega empresas, profissionais e sobretudo fãs do setor. Atualmente, quando pensamos em veículos, mobilidade urbana e tecnologia, torna-se uma missão quase impossível não relacionar estes temas com as plataformas mobile e o universo da internet das coisas. Neste texto, vamos discutir algumas tendências que merecem especial atenção na área e refletir determinados impactos/oportunidades que elas podem causar nesse mercado.

A interface entre aplicativos, carros e o espaço urbano
Em grandes capitais, pelas estradas ou mesmo em pequenas cidades, o Waze já se tornou ferramenta obrigatória para guiar motoristas pelos melhores caminhos e já é uma plataforma midiática para anunciantes que planejam atingir estes consumidores móveis. Em diversas cidades do planeta, o Uber já é um aplicativo que está conectando passageiros com veículos e motoristas através de geolocalização visando otimizar o deslocamento. De olho nas plataformas mobile, empresas já criam seus próprios apps, como é o caso do Mercedes Me. O aplicativo da empresa alemã, além de oferecer mapas e avisos de manutenção, também permite controlar, via device móvel, alguns features do carro como ar condicionado e travas das portas. Cidades como São Paulo, que possuem mais de 8 milhões de veículos e uma média de 1200 carros entrando nas ruas todos os dias, formam um ecossistema perfeito para testar e implementar tais soluções móveis.

A internet das coisas e os veículos
A internet não está mais só nos computadores, tablets ou celulares. Ela está presente em videogames, televisões, eletrodomésticos, wearable devices, veículos e em mais um sem número de aparatos e ambientes. Na indústria automobilística, os produtos estão oferecendo mais e mais soluções mobile em suas interfaces, seja porque possuem um app para smartphones (como o citado Mercedes Me) ou porque possuem aplicativos no painel, como o Ford Sync, que permite ao motorista ouvir Spotify, rádios online e enviar mensagens.

Carros sem motoristas
Há uma estimativa de que os carros com direção computadorizada estarão completamente popularizados em 2020. Os protótipos de carros sem motorista do Google, por exemplo, já percorreram mais de um milhão de milhas em testes e dão sinais de que serão muito mais do que veículos. Serão plataformas midiáticas. Afinal de contas, a partir do momento que não é preciso dirigir, é possível consumir conteúdo, publicidade, produtos, entrar em contato com outras pessoas e inúmeras outras possibilidades.

Usuários e contexto
Quando pensamos em planejamento estratégico para comunicação e marketing, é essencial analisarmos os públicos envolvidos e as oportunidades que um contexto oferece. A indústria em questão, como tantas outras, está buscando entender seus consumidores em profundidade e oferecer soluções e produtos com significado e relevância cada vez maiores. A tecnologia pela tecnologia não é mais um diferencial significativo em veículos, se eles não possuírem uma interface amigável e, sobretudo, uma utilidade relevante no cotidiano de diferentes indivíduos.

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  1. A indústria automotiva é uma das que mais se beneficia com o desenvolvimento das plataformas mobile.
  2. Aplicativos, veículos conectados e internet das coisas são peças-chave para entendermos as possibilidades de marketing e comunicação que surgem dos cruzamentos desse setor.
  3. Grandes players do mercado como Ford e Mercedes já estão lançando veículos computadorizados com aplicativos próprios. Empresas fora da área automobilística, como o Google, entram nesse mercado oferecendo soluções como carros inteligentes que dispensam motoristas.
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