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16 de fevereiro de 2017

Você está planejando investir em campanhas mobile e de marketing digital em 2017 e aprofundando sua pesquisa para decidir os investimentos. Então, se depara com a seguinte frase de Peter Sondergaard, VP Sênior da Gartner: "Em 2020 os apps serão esquecidos, as pessoas terão assistentes virtuais para tudo".


Antes de parar com tudo o que está fazendo, respire, faça uma pausa e aproveite para ler algumas boas informações a respeito.

A primeira pergunta que vem à mente diante da frase de Sondergaard é: "Vale investir em algo que poderá ser esquecido em breve?". Para respondê-la, vamos olhar para duas frentes: o mundo dos apps e as campanhas mobile de sucesso.

Fernando Steler, empreendedor Endeavor, aponta para o surgimento da plataforma de interações multicanal, raciocínio corroborado por Mitikazu Lisboa, CEO da Hive, ao ressaltar em seu artigo Chatbots e o fim dos Apps a pujança com que os apps de mensagem crescem.
O número de apps aumenta exponencialmente, mas a capacidade do usuário de interagir com eles, não. Segundo dados da Nielsen Mobile Insights discutidos pelo consultor Pyr Marcondes, embora a penetração dos celulares tenha aumentado e o tempo que as pessoas interagem com o celular tenha praticamente dobrado nos últimos três anos, a quantidade de apps que usam permanece estável em cerca de 27 (algo como um app utilizado por dia).

Os apps vão acabar? Talvez alguns acabem, principalmente o que não tiverem a capacidade de evoluir. Veja as listas publicadas pelo Google de Melhores Apps de Android de 2016 e pelo Tecmundo, que apresentou uma relação interessante de Apps de iOS e Android de sucesso.
Aplicativos que indicam a cerveja mais barata, se é melhor abastecer o carro com álcool ou gasolina ou dão sugestões sobre o que cozinhar com os ingredientes disponíveis em casa costumam ser excluídos quando falta memória no smartphone. Ou logo são relegados ao limbo da terceira tela em diante, na seção "um dia vou usar". Examinando a partir desse ponto de vista, parece lógico apostar no fim dos apps.

Agora vamos conhecer as três campanhas mobile mais inovadoras de Cannes Lions 2016 segundo Domenico Massareto, chief creative officer da Publicis Brasil, jurado brasileiro do festival na categoria.

São elas: Squareshakes, uma lanchonete que redesenhou o milkshake no formato quadrado para ser melhor compartilhado no Instagram; Jhonsonvilles Sausage Nonnas, campanha de uma marca de salsichas que usou o Uber para levar vovós italianas para cozinhar na casa das pessoas, e #ComeOnIn, da Opera House de Sidney, que detectava quando alguém tirava uma selfie na frente do prédio e postava no Instagram. Então, rapidamente era gravado um vídeo em resposta, surpreendendo e convidando o autor da postagem a conhecer a Opera House.

Note os elementos comuns: todas estão em apps entre o mais usados, como é o caso do Instagram e do Uber, nas primeiras telas da maioria das pessoas. As campanhas apropriam-se da linguagem e da função do app e do comportamento do usuário ao utilizá-lo, criando uma experiência única que respeita o indivíduo e integra-se à plataforma.

O Waze está entre os apps mais usados e vem integrando soluções à vida das pessoas. Originalmente ferramenta de navegação, já evoluiu para tornar-se copiloto. Agregando informações, locais e sugestões à tarefa de levar do ponto A ao B, ajuda as marcas a conectarem-se com as pessoas de maneira mais relevante.

Talvez num futuro próximo, conhecendo um pouco dos gostos pessoais dos usuários, e com anunciantes cada vez mais inovadores, ele comece a sugerir restaurantes ou indicar amigos para dar carona?

É isso: os apps estão longe de acabar. Na verdade, estão evoluindo depressa! Portanto, vale muito investir em campanhas mobile.

>> Precisa de um atalho?
  1. O número de apps cresce a cada dia, mas a capacidade dos usuário interagirem com eles permanece estável.
  2. Campanhas alinhadas ao comportamento das pessoas podem estar inseridas em apps realmente úteis, que estão na primeira tela da maioria das pessoas.
  3. Embora alguns teórios decretem o fim dos apps, esse ambiente apresenta um vasto mundo de oportunidades de inovação em campanhas digitais.


Fernando Dineli é Mestre em Comunicação Social - Especialista em grupos sociais e cultura midiática. Publicitário formado pela FAAP. 18 anos de experiência no mercado de marketing, Desses, 10 anos focados em planejamento estratégico e negócios. Hoje atua na Accentiv', empresa especialista em Marketing de Relacionamento do Grupo Edenred, onde começou em 2015 como consultor. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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