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9 de fevereiro de 2017

As pop up stores, lojas temporárias de baixo investimento, têm se revelado uma boa opção para alavancar vendas no cenário atual e podem ser consideradas a nova fronteira do setor, como avaliou o jornal NYTimes.



Enquanto o mercado online registra altas pontuais, o varejo já teve momentos mais entusiasmantes. Segundo o Ebit, o comércio online vendeu 17% a mais na última Black Friday do que no mesmo período do ano anterior. Quanto ao varejo físico, o IBGE calcula que, entre janeiro e novembro de 2016, as vendas tiveram retração de 6,4%. Outro dado importante diz respeito à experiência de compra, cada vez mais omnichannel, de acordo com a pesquisa The New Digital Divide, da Deloitte: 37% das vendas no comércio físico são influenciadas pelo mobile e 56% pelo digital.

Varejistas de todos os tamanhos e perfis têm acompanhado essas tendências para criar estratégias criativas que ofereçam alternativas ao e-commerce para o consumidor cada vez mais exigente e conectado.

A pop up é uma delas. Por aqui, marcas como Johnnie Walker e Jaguar abriram espaços exclusivíssimos e de curta duração em shoppings de luxo em São Paulo. Nessas lojas, o cliente pode fazer showrooming – termo que deriva do conceito de showroom, bem consolidado no mercado automotivo. O showrooming traduz um comportamento cada vez mais frequente entre os consumidores em países onde a conectividade é madura ou pelo menos crescente: o cliente aproveita a interação física com o espaço e marca para testar um produto que possivelmente comprará depois, online, a um preço melhor e sem fricção.

Além de tornar o showrooming possível, a pop up é, em sua essência, uma campanha de marketing, já que oferece às marcas a oportunidade de falar com os consumidores em seu horário mais nobre: o momento da experiência. Uma boa análise de mercado para escolher um ou mais pontos privilegiados, onde seu público-alvo costuma circular, já é o começo de uma estratégia bem-sucedida. Os resultados são ainda melhores quando essa estratégia considera a geolocalização, fator-chave para 96% dos anunciantes de acordo com estudo da MMA (Mobile Marketing Association), com campanhas mobile que seduzam os consumidores nas proximidades. Isso ajuda a criar awareness e fazer uma ponte entre on e off, contribuindo para o relacionamento entre marca e consumidor final, para criar novas vendas e conversões.

Players que vendem exclusivamente no varejo eletrônico apostam na tendência no longo prazo. A Amazon, maior livraria virtual do mundo, anunciou recentemente que deve abrir pelo menos mais 100 pop ups neste ano nos Estados Unidos. No Brasil, a livraria tem mais de 200 pontos credenciados, com demonstrações de todo o seu portfólio de leitores eletrônicos, mercado que lidera globalmente e que é a porta de entrada para todo o seu universo de conteúdos digitais.
As pop up recém-abertas no Brasil cobrem segmentos diversos do varejo, desde o setor alimentício ao mercado de carros de luxo. Pense na oportunidade de abrir a sua, com uma estratégia móvel baseada em geolocalização para reforçar o esforço de vendas.

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  1. Com o avanço do comércio online, varejistas têm buscado alternativas ao e-commerce para atender ao perfil de consumidor cada vez mais exigente e conectado.
  2. Temporárias e de baixo investimento, as pop up stores prometem ser a nova fronteira do varejo, especialmente se a estratégia estiver associada a uma campanha móvel baseada em geolocalização.
  3. Pop up stores com geolocalização permitem criar awareness, entregar uma experiência omnichannel e construir uma conversa direta entre marca e cliente.


Jornalista e escritora, Jennifer Queen é apaixonada por tecnologia, mídias novas e antigas e por livros (inclusive os de papel). Com MBA em Marketing Digital pela FGV-SP, compra tudo pela Internet e fala fluentemente inglês, francês e espanhol. Hoje trabalha em uma agência de comunicação e quer ajudar a construir o futuro da sociedade conectada. Nas horas vagas, escreve em seu blog no HuffPost Brasil. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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