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25 de abril de 2017

Os números nos EUA parecem bastante promissores, mas será que temos a mesma condição aqui no Brasil? Bom, melhor entendermos o processo todo antes de concluir qualquer coisa. Para começar, é bom definir com mais clareza o que é publicidade nativa. Convencionou-se tratar como nativa toda publicidade que tenha “cara de conteúdo”, ou seja: que esteja integrada às timelines ou páginas de notícias e entretenimento de forma não interruptiva. Um conteúdo pago, de marca, mas que ofereça algo mais ao leitor-usuário do que uma mensagem puramente comercial.


Na terra do Tio Sam, previsão da E-Marketer diz que esse tipo de ação vai crescer 36,2% este ano, movimentando mais de 22 bilhões de dólares. No Brasil, não temos números concretos ainda que apontem o tamanho desse mercado, mas pela quantidade de material que vemos ao navegar, é possível afirmar que ainda há muito espaço para crescimento.

Nós aqui abaixo do Equador seguimos muito fielmente as tendências da Madison Avenue, então é de se esperar que esse movimento, que lá já vai representar 52,9% dos investimentos em anúncios online, chegue rapidamente até o mercado brasileiro.


Porém, antes de assumir uma estratégia que leve mais dinheiro para a publicidade nativa, há que se pensar que o foco não deve estar (somente) em ganhar tempo de tela, mas em buscar relevância e share of heart. O conteúdo é rei e pode fazer a marca ser mais querida – porque é mais útil e interessante para o dia a dia do consumidor.


O momento para essa mudança de postura – de empurrar para agregar – não poderia ser melhor. Para continuar no exemplo dos EUA, uma pesquisa do YouGov mostrou, com dados de março de 2017, que houve um crescimento na confiança do consumidor nos anúncios e na publicidade em geral.


Entre usuários da internet, 72% sentem que os anúncios que veem são “honestos” e 61% confiam neles. Dois anos atrás, o número era de somente 47%. Mas tem uma pegadinha aí: somente 39% das pessoas confiam em banners tradicionais.


O consumidor já percebeu que as marcas podem fazer diferente. E querem que isso seja feito, pois mostra preocupação efetiva das corporações com seus clientes e prospects em outros aspectos da vida deles, e não apenas os trata como potenciais entradas de caixa.


>> Precisa de um atalho?
- A publicidade nativa deve crescer mais de 35% este ano nos EUA, movimentando mais de 22 bilhões de dólares. O mercado brasileiro deve seguir a mesma tendência.
- Também nos EUA, está aumentando a confiança do consumidor na publicidade online. Muito se deve a estratégias de conteúdo de marca, pois a confiança em banners tradicionais continua baixa.
- O consumidor espera que as marcas se importem com ele para além dos números e conteúdo relevante é uma das maneiras de demonstrar isso.


Thiago Costa é jornalista e mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP e especialista em Marketing pela FAAP, onde atua na Faculdade de Comunicação e Marketing, como professor do curso de Publicidade e Propaganda e coordenador do curso de pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital. É sócio da agência EVCOM, trabalhando na comunicação entre pessoas e marcas desde 2004. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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