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18 de abril de 2017

Nunca se falou tanto em inteligência artificial. Ainda não temos um QI independente como o HAL do clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço, mas, aliada a outras tendências, a IA dos dias de hoje pode se revelar muito poderosa. Afinal, o AlphaGo, da Google DeepMind, já provou que uma máquina pode ganhar de um jogador profissional em um jogo que requer intuição e estratégia humana, o Go. E no marketing, a AI é a solução ideal para ajudar anunciantes a entender grandes volumes de dados, o chamado big data, e assim aprender sobre mercados e consumidores, gerar leads e alcançar a máxima da propaganda: entregar o anúncio ideal para o target ideal no momento ideal.


Pensando nisso, a eMarketer realizou recentemente um estudo sobre o tema, em parceria com a Genpact e a Harvard Business Review Analytics Services. Executivos entrevistados para a pesquisa, intitulada Inteligência Artificial para Anunciantes – O Futuro Já Está Aqui, acreditam que a aplicação de IA no marketing ainda vive seus primórdios. Ainda assim, sistemas como o Watson, da IBM, ou o Google Assistant podem ajudar a desenvolver a publicidade cognitiva, considerada por muitos um divisor de águas no setor.


Outras aplicações são possíveis. Para 38%, uma das principais tendências é a análise preditiva:  o uso de dados, algoritmos e machine learning para identificar a probabilidade de resultados futuros com base em dados históricos. Ou seja, usar o que é conhecido – comportamentos passados – para prever e atribuir valores a comportamentos futuros.


Não é por acaso que a análise preditiva foi citada como um dos fatores de maior impacto para as campanhas no ano 2020, atrás apenas de dispositivos móveis, Internet das Coisas (IoT) e geotargeting.

Para alguns, a combinação entre tecnologias de geolocalização e IA é promissora. Como disse o antropólogo Edward S. Casey, mobilidade é uma das características que melhor definem o homem. Algoritmos de análise preditiva podem ser usados para estimar a localização de um determinado usuário e, com base em sua rotina, enviar para ele uma oferta antes de sair de casa ou, quem sabe, no trajeto para algum lugar. Geolocalização é uma das grandes apostas para a publicidade móvel nos próximos anos, e ela só tem a ganhar com a evolução da IA. Aplicativos de navegação como o Waze já são capazes de entregar o conteúdo de forma mais assertiva, considerando perfil, contexto e relevância.


É essa capacidade que faz o Waze ser tão valorizado, e o que motivou o Google a comprar a startup. A riqueza de dados que os usuários fornecem ativamente (reportando acidentes) e passivamente (compartilhando sua localização e trajetos) torna a experiência no aplicativo mais rica, tanto para os motoristas, quanto para o Waze e anunciantes se destacarem no mercado, como mostra esta análise no TechCrunch.  


Será que vamos todos perder o emprego?
Os benefícios são claros, mas a IA ainda gera certo desconforto. Uma pesquisa conduzida pela OpusCapita na Europa descobriu que 59% dos entrevistados receava perder o emprego para robôs

No entanto, ao filtrar a amostra para funcionários de empresas com processos de automação já implementados, o resultado foi bem diferente: o sentimento predominante (para 44%) era entusiasmo, mostrando que um pouco de conhecimento pode ajudar a desmistificar o que três décadas de filmes de ficção científica fizeram com o imaginário popular.

>> Precisa de um atalho?

1.              Se a inteligência artificial de HAL de 2001 ainda está longe de se tornar realidade, a IA dos dias de atuais pode ser poderosa, especialmente se combinada a outras tendências.


2.              Uma de suas aplicações mais promissoras, a análise preditiva, deve impactar significativamente as campanhas de 2020.

3.              Tendências como big data e campanhas baseadas em geolocalização só têm a ganhar com a evolução de IA.


Jornalista e escritora, Jennifer Queen é apaixonada por tecnologia, mídias novas e antigas e por livros (inclusive os de papel). Com MBA em Marketing Digital pela FGV-SP, compra tudo pela Internet e fala fluentemente inglês, francês e espanhol. Hoje trabalha em uma agência de comunicação e quer ajudar a construir o futuro da sociedade conectada. Nas horas vagas, escreve em seu blog no HuffPost Brasil. Quer saber mais? Conheça nossos autores


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