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15 de maio de 2017

Em Mobile Marketing, o portfólio ou aquele Caso de Mercado “clássico” de grandes resultados e repercussão, mas de dois anos atrás, tem pouca valia devido ao enorme conjunto de mudanças culturais e tecnológicas que se impõe a cada seis meses. Esse meio vive o desafio da constante mudança, sua característica natural.



Isso cria novas dinâmicas e desafios no pensamento de marketing e de inovação que são: pesquisar e apostar em tendências, Live Marketing e ações de oportunidade; acompanhar o mercado com um recorte do que existe de mais novo e pautado em resultados - não teorias. Esses são pontos chave para o sucesso.

A partir de insights do Leadership Forum, organizado pela Mobile Marketing Association, trago para você elementos críticos acerca de Mobile Marketing que são urgentes e podem ter efeitos imediatos nos seus negócios ou clientes.

Tenho uma boa e uma má notícia e vou começar com a boa. A chatice repetitiva de justificar o meio Mobile na sociedade e no mercado está acabando e isso é um excelente sinal. O mercado amadureceu e chegou a hora de entender e usar os detalhes avançados.

O convencimento da importância do Mobile no mundo e no Brasil quase chegou ao fim, finalmente. Fatos como o de ele já ser o meio de acesso principal a internet, o principal meio de comunicação e relacionamento entre pessoas e das empresas com clientes e prospects, justifica isso. Profissionais que precisam defender uma estratégia ou ação de mobile marketing, muitas vezes, por insegurança da audiência ou pessoal, perdem um tempo valioso tempo se justificando. Não precisam mais: Mobile é sine qua non.

Na prática, se você tem slides e mais slides na sua apresentação para justificar a recomendação por Pensar Mobile, pode tirar, reduzir drasticamente ou ainda fazer melhor: entrar no detalhe que é a necessidade do momento. Pule as justificativas.

Discuta engajamento em apps, não downloads; criticidade da experiência do usuário UX e o impacto no resultado de negócios; cultura e modelo de testes; a condição obrigatória do acompanhamento e decisões baseadas em dados; uso de publicidade nativa dentro dos APPs mais usados por seus clientes - os que estão na tela inicial (home screen).

Não gaste seu tempo explicando que mobile é a primeira tela, entenda base instalada – tipos de hardware e versões de sistemas operacionais Android e iOS que seus clientes utilizam.

Questione

O acesso de seus clientes a suas plataformas digitais é predominante no desktop porque as pessoas usam mais o desktop ou o real motivo é que a interface e experiência mobile é péssima, devido ao pouco conhecimento da empresa e fornecedores? Há ainda a hipótese de estarem mais habituados e preparados para esse meio que já não é mais o principal.

Esqueça aquele número que mostra que todo mundo tem um smartphone (ou terá muito em breve) e que as pessoas passam 24h com ele ao seu lado, até no banheiro. Discuta como elas se comportam com ele, estude os micro momentos, descubra o que mudou nos hábitos de seus clientes, acompanhe as tendências e encontre e aproveite as oportunidades relâmpago.

Talvez, até aqui você tenha pensado, "poxa, o Fernando Dineli não conhece mesmo minha empresa, meu chefe, meu cliente – eles ainda não acreditam no que está acontecendo e se eu excluir isso do meu plano não vou conseguir aprovar nada".

É por isso que tem uma má notícia, e ela é um duro alerta: a maioria das empresas brasileiras estão atrasadas na transformação digital. São poucos exemplos e referências sólidas de companhias que realmente viraram a chave. E aí vem o aviso para quem não migrou ainda: o risco é iminente e quando os competidores chegarem será tarde demais.

Negócios digitais tem “facilidade” para crescer exponencialmente e avançar na cadeia de valor causando disrupção em mercados diretos, indiretos e até os de alto valor dominantes, aparentemente intocáveis. Para entender isso melhor basta estudar esses dois livros: O Dilema da Inovação e Bold, ou simplesmente olhar a sua volta e ver exemplos como Uber, Netflix, Banco Original e Blasting News.

"Ok, mas na minha empresa ou na empresa do meu cliente eles criaram uma área para isso, ou contrataram jovens da nova geração para causar a mudança." Fique atento: segundo os executivos que estão performando nesse meio, a transformação só ocorre de fato quando a agenda é do topo (note que ela tem que ser do topo, e não vir do topo). Conselho, C-Level, diretoria e ou donos (para empresas médias e pequenas) têm de estar comprometidos e envolvidos na mudança. Para a transformação ser efetiva e não cosmética é necessário desconstruir as estruturas de base, departamentos, processos, pessoas e responsabilidades.

Esses dois fatores unidos nos faz entender que Mobile é um fato na sociedade e do mercado e abraçar o Mobile Marketing e a transformação digital irá levar as organizações a novos patamares. A tão sonhada liderança para alguns, a sobrevivência por meio de novos modelos de negócio para outros.



>> Precisa de um atalho?
1 >> Revise e reinvente seu planejamento e apresentações de Mobile Marketing, invista tempo nos detalhes avançados, evite perder tempo defendendo o meio. Mobile é sine qua non.

2 >> Se você for líder. Abrace a transformação digital, faça dela sua causa e agenda, destrua as estruturas atuais e reconstrua no novo modelo, tenha coragem o desafio da inovação e transformação é duro mas é melhor que a disrupção do seus negócios.

3 >> Se você for funcionário. Invista na sua formação e experiência em Mobile Marketing, leia, estude e pratique, pratique muito. Descubra se sua empresa está mesmo comprometida com a mudança, se as atitudes não são apenas cosméticas, se estiver, você deve fazer parte e mergulhar de cabeça na transformação, caso contrário, ajude, alerte e olhe para o mercado.


Tem 8 horas? Assista e tire suas conclusões - Cobertura completa do MMA Leadership Forum Brasil 2017.


Fernando Dineli é Mestre em Comunicação Social - Especialista em grupos sociais e cultura midiática. Publicitário formado pela FAAP. 18 anos de experiência no mercado de marketing, Desses, 10 anos focados em planejamento estratégico e negócios. Hoje atua na Accentiv', empresa especialista em Marketing de Relacionamento do Grupo Edenred, onde começou em 2015 como consultor. Quer saber mais? Conheça nossos autores
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