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4 de julho de 2017

Há 10 anos, o nosso jeito de trafegar pelas cidades, principalmente capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, era muito diferente. Tínhamos uma direção basicamente offline, norteada por volumosos guias com mapas de todas as ruas da cidade e regiões vizinhas, pela experiência do taxista, do frentista do posto de gasolina, do motorista do carro ao lado. "Você sabe onde fica a rua…?"

Foi nesta década que começamos a ver os primeiros GPS, mas era ainda muito embrionário no país e, ao mesmo tempo, fora de timing. Não decolou. Pois a internet já era uma realidade. O Google já era o Google e o Maps já existia. Era uma época em que ainda não havia a referência online de trânsito. Quem se lembra de imprimir mapas do Google Maps para ir a algum local?

Mas há 10 anos também foi criado o iPhone. Foi durante a MacWorld 2007 que Steve Jobs anunciou o aparelho que seria o mais revolucionário de todos, algo que colocaria a Apple no topo. E isso abriria para o mundo uma capacidade de inovação para o celular inimaginável até então.

O smartphone da Apple se diferenciava por remover o teclado físico, focar na facilidade de uso e trazer uma interação entre software e hardware. Apesar de seu primeiro modelo não ter nascido com tecnologia GPS, esse device transformou toda indústria de celulares e a nossa realidade.

Qual a principal lição de Jobs para o mundo? Quem não inova permanentemente, acaba. Este foi o foco principal de minha palestra durante o evento Circuitos Digitais, promovido pelo jornal O Globo em junho, que debateu tendências tecnológicas.

Nesta nova Era Tech foi possível criar uma rede a partir de uma comunidade, uma base de usuários que se locomove: o Waze. Nós respiramos mobilidade. Há alguns anos, as pessoas também. E evoluímos de acordo com a sociedade. O Waze nasceu com a missão de diminuir em 5 minutos o tempo de trajeto dos usuários. E hoje, além de levar o condutor do ponto A a B, também é uma maneira utilitária de facilitar a vida dos motoristas, com serviços e features inseridos no aplicativo. O brasileiro fica em média 1h34 minutos preso no trânsito. Todos os dias. Ou seja, a mobilidade é uma parte muito importante da sua rotina.

Dentro desta lógica, vale destacar algumas ações: em parceria com o Centro de Operações Rio de Janeiro (COR), mudamos a coleta de lixo da capital carioca para auxiliar no fluxo do trânsito e ajudamos a reorganizar as rotas de tráfego durante as Olimpíadas, no ano passado. Por meio de nossos anúncios, promovemos a conexão entre rodovias do Grupo CCR e usuários. Também foram inseridas funcionalidades úteis como onde estacionar seu carro, por exemplo, e o velocímetro — que ajudou a reduzir a velocidade média na cidade em 10% , tornando o trânsito mais seguro.

É uma evolução crescente, tanto para o cidadão quanto para empresas e marcas. Cada vez mais entendemos os hábitos dos nossos usuários para trazer, de maneira utilitária, mais inovações, como é o caso do Spotify. Nesta trajetória, estratégias baseadas em estudo do comportamento de tráfego ganharam extrema importância para o marketing. Conectar negócios relevantes com o consumidor no instante ideal para ele também faz parte da nossa missão.

O mobile nos conectou, pela primeira vez, em uma rede móvel, mas passará por uma nova fase de evolução. É claro perceber que toda indústria deve atuar sob a seguinte ótica: o trânsito está cada vez menos móvel. Temos de trabalhar para reduzir carros nas ruas — a chegada do Carpool já integra esse movimento. Em dez anos, provavelmente, o próximo device será o carro. A conectividade dos veículos é a próxima grande revolução.

A fabricante Tesla aposta nesta tendência e possui nas ruas automóveis com alto nível de autonomia e conectividade. O Google também testa seu modelo de carro sem motorista no mercado. Ou seja, caminhamos para sermos mais passivos na direção e mais ativos em devices interativos. Se ainda teremos de amargar 1h34 no trânsito, é difícil prever. Mas a realidade será diferentes: será 1h34 de tempo ganho, não mais perdido. É para esse cenário que a indústria automobilística está olhando hoje.

Além do carro, a mobilidade será conectada em outros lugares, não mais apenas nos celulares — que ainda são a principal plataforma de oportunidades de negócio. Trata-se de uma porta aberta para um mundo de possibilidades.

Há 10 anos usávamos guias impressos de ruas para trafegar. Hoje as gerações mais novas não conseguem imaginar como era dirigir sem um aplicativo de navegação. Portanto, podemos acreditar que essa nova era de conectividade mobile chegará para todos na próxima década. E é muito pouco tempo, acredite.

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  • A criação do iPhone revolucionou o mercado de celulares e o conceito de mobilidade. 
  • O mobile nos conectou, pela primeira vez, em uma rede móvel, mas passará por uma nova fase de evolução. 
  • A conectividade dos veículos é a próxima grande revolução.

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