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9 de agosto de 2017

Você deve demorar para ver veículos autônomos passeando sozinhos por aí. Mas os carros conectados - ou inteligentes - já são uma realidade no mercado. Um exemplo disso são os carros que rodam com Android Auto. Quem tem o sistema no Brasil agora já pode planejar suas rotas no Waze direto do seu carro. Inovações assim estão mudando a maneira que os consumidores dirigem, pensam e consomem mobilidade.

Eles estão deixando de ser apenas um meio de transporte para ganhar espaço como dispositivo de comunicação pessoal, assim como o smartphone. Seja oferecendo entretenimento ou para ajudar os motoristas, esses sistemas estão alterando radicalmente o cotidiano nas ruas e estradas, oferecendo mais conforto, segurança e, claro, comunicação. A adoção deste tipo de tecnologia vai além de um fenômeno de consumo: impacta diretamente mercado publicitário, que está diante de uma plataforma de possibilidades em mobility marketing a ser explorada pelas marcas.

Os veículos conectados à Internet das Coisas (IoT) trazem integração de softwares e soluções de conectividade para auxiliar o cidadão à bordo. Além de navegação GPS, podem oferecer entretenimento, serviço sem fio para voz e dados e diagnósticos automotivos. E mais: armazenam dezenas de gigabytes de dados por hora, com informações valiosas para as empresas sobre hábitos de condução, preferências, uso de aplicativos e outros conjuntos de indicações específicas que podem ajudar os profissionais de marketing a identificar qual fase do ciclo de compra em que seus usuários estão para apostar em publicidade segmentada multicanal.

Na indústria, essa inovação tem aproximado cada vez mais companhias de TI do setor automotivo. E gigantes da tecnologia como Google, Apple e Microsoft correm para fechar parcerias com montadoras e oferecer aos motoristas seus sistemas operacionais. A empresa de pesquisa Gartner prevê que a produção de carros conectados crescerá rapidamente nos próximos anos: deve alcançar 21 milhões, ainda este ano, e chegar ao patamar de 61 milhões em 2020 - década em que são esperados 250 milhões de automóveis inteligentes rodando pelo mundo.

Somente nos EUA, já circulam mais de 40 milhões de automóveis conectados à IoT, o que representa 15% do montante no país. A nossa frota de 42 milhões de veículos é tímida em relação à americana e ainda roda devagar em conectividade. Mas esse cenário deve mudar nos próximos anos: a conectividade é um caminho sem volta. E muito promissor.

"A tecnologia de carro digital e as plataformas de nuvem estão dando origem a novos ecossistemas baseados em serviços para finanças, varejo, seguros, energia, entretenimento e manutenção, entre outros", afirma Victoria Petrock, pesquisadora da connsultoria e.Marketer, autora de um recente relatório sobre esse tema.

A fabricante GM foi pioneira no desenvolvimento de carros conectados com o seu sistema OnStar e continua na busca por inovar em serviços de mobilidade para garantir seus espaço no mercado global. A concorrência é grande. Para ter uma ideia da dimensão disso tudo, a Consumer Electronics Show (CES 2017), maior feira de tecnologia em produtos para consumo final, realizada em janeiro, trouxe tantos carros para a exposição que poderia ser chamada de “Salão do Automóvel Conectado.” O futuro - e o presente - da mobilidade conectada vem sendo o tema dos salões de automóvel em vários países, como Argentina e China.

Assim como o iPhone revolucionou a indústria de celulares há 10 anos, como já falei aqui no The Compass, a conectividade dos veículos é a próxima grande revolução. Inteligência à disposição do usuário, mais ou total autonomia na direção. Tudo isso já é possível e, com muita velocidade, vem se tornando cada vez mais acessível ao consumidor. Agora é torcer para que o mercado de marketing embarque nessa tendência criando campanhas que aproxime marcas e consumidores com a mesma inovação que vem transformando a indústria automobilística e a forma de como as pessoas se conectam com a mobilidade.
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