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16 de agosto de 2017

Já se foi o tempo em que o mobility marketing só fazia sentido para empresas de consumo. Hoje, com a mobilidade cada vez mais presente no dia a dia de profissionais de todos os ramos e gerações, uma presença mais estratégica nesses canais pode ser um grande diferencial para quem quer atingir o profissional B2B onde ele estiver. Basicamente, não importa se você é B2C ou B2B: o seu cliente está nas plataformas móveis.
Mas há um longo caminho pela frente: de acordo com o levantamento Digital Trends 2016 da Econsultancy e da Adobe, apenas 9% dos profissionais concorda que a sua organização é mobile-first. Não apenas isso: somente 36% acha que é importante saber como os clientes pesquisam e compram produtos e, 35%, onde e quando usam os diferentes dispositivos. Se as pessoas parecem totalmente convertidas à mobilidade, as empresas e marcas, nem tanto.

Pensando nisso, a EMarketer e a Adobe realizaram no mês de junho o webinar How To Effectively Reach the Ever-More Mobile Buyer (Como Atingir de Forma Eficaz o Comprador Cada Vez Mais Móvel, em tradução literal), no qual abordaram temas importantes como mobile e social ads, apps e a jornada holística do consumidor. De acordo com dados da EMarketer, 4 a cada 10 anunciantes digitais B2B pretendem aumentar sua verba de marketing móvel.

Reunimos abaixo alguns dos principais takeaways da conversa e dos estudos relacionados para você aplicar em seu planejamento de mobility marketing.

Mobile é muito mais do que um único canal

Para millennials, mobile é essencial, como mostramos aqui. Mas as gerações anteriores não ficam muito atrás: enquanto 84% dos Millennials acreditam depender de seus dispositivos móveis para conduzir seus negócios, o percentual da Geração X (36-51) é de 76%, e dos Baby Boomers, 60%, de acordo com a pesquisa State of the Connected Consumer, conduzida pela Salesforce.

Em geral, as empresas de B2B ainda não enxergam mobility marketing como o que ele realmente é: um componente crítico da experiência do usuário, que deve integrar uma estratégia cross-device. O público-alvo dessas marcas usa smartphones como uma extensão do desktop e espera que a jornada seja fluida. 

Não dá para olhar mobile apenas como mais um canal, pois na verdade há uma diversidade de canais com pontos de contato móveis.

Vale a pena investir em um app próprio?

O investimento em um app próprio é alto e os resultados não são imediatos: de acordo com levantamento da EMarketer, um app perde em média 77% de seus usuários ativos diários nos primeiros três dias, e uma média de 5 a cada 10 apps são usados menos do que 10 vezes no total. O segredo para fugir dessas estatísticas, segundo o webinar, é atualizar constantemente o aplicativo – poucas empresas reservam investimento para isso – e acompanhar as estatísticas de uso e engajamento do app, para perceber melhoras necessárias.

Construir audiência é difícil, mas vale a pena. Globalmente, a taxa de conversão de mobile apps é três vezes maior do que a de navegadores em smartphones. A audiência é ainda altamente qualificada e rentável, além de leal: os usuários gastam vinte vezes mais em apps do que na web em geral. Uma opção alternativa é investir em anúncios em apps de terceiro. Aplicativos georreferenciados, como o Waze, entregam conteúdo de relevância para a segmentação correta.

Mobile ads e geolocalização

Mobile ads têm um grande potencial por um motivo simples: quando alguém checa o smartphone, faz uma ação deliberada, que monopoliza toda a sua atenção. Anúncios nativos mostraram uma aceitação maior pelo público-alvo B2B, como já acontece com o público B2C, como escrevemos aqui no The Compass.

A mobilidade ainda possibilita o monitoramento de uma série de dados: quais são os apps instalados, com qual frequência são usados e quais conteúdos estão sendo consumidos. E se esses dados secundários estão associados a informações georreferenciadas, melhor ainda, pois a experiência se torna ainda mais relevante e contextualizada.

Curiosamente, apenas 11% das empresas B2B disseram usar tecnologia de georreferenciamento, de acordo com levantamento da EMarketer. Ótima maneira de se diferenciar do concorrente, certo?

>> Precisa de um atalho?

  • Mobility marketing é para todos. Não importa se você é B2C ou B2B, o seu cliente já está nas plataformas móveis. 
  • Há um desencontro entre o que querem os clientes e o que entregam as empresas B2B, e todas deveriam fazer a seguinte reflexão: como posso oferecer uma experiência holística cross-device ao meu público-alvo?
  • Mobilidade é um aspecto pouco explorado, e pode ajudar a diferenciá-lo de seus concorrentes.
Jornalista e escritora, Jennifer Queen é apaixonada por tecnologia, mídias novas e antigas e por livros (inclusive os de papel). Com MBA em Marketing Digital pela FGV-SP, compra tudo pela Internet e fala fluentemente inglês, francês e espanhol. Hoje trabalha em uma agência de comunicação e quer ajudar a construir o futuro da sociedade conectada. Nas horas vagas, escreve em seu blog no HuffPost Brasil. Quer saber mais? Conheça nossos autores.
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